MINHA MATILHA

Minha matilha dorme descansando,
da noite escura, que passou alerta,
mas num sinal dou ordem de comando,
num piscar d’olhos já se põe desperta.

Da minha rede fico observando,
através da porta que se encontra aberta,
o mais valente que se impõe rosnando,
a calda abana e um olhar me oferta.

Tem o “Mei-Quilo”, mais o Tubarão,
Feroz latindo nos lembra um “trovão”
e com Baleia é que ninguém se mete.

Tem mais Tainha, Veneno e tem Robalo
Piaba chega se o dedo estalo
e Pocotó enfrente Maluquete.

Obs: A minha matilha pesa trinta quilos.