BUSCA

Por que fazer, assim, de tua vida
essa incessante, sôfrega corrida,
vivendo amores, buscando amar, amar...
Tuas emoções, são elas passageiras?
E as paixões, efêmeras, ligeiras?
O que vives mesmo a buscar?

Te emaranhaste em Malha de Amor,
Saudade, Espera, Destino, Ilusão,
Protesto, Esperança, Alegria,
Partida, Despedida, Solidão.

Na transparência de tuas palavras,
te vemos só,Tristonho, tão Saudoso,
Prisioneiro, Vazio, Angustiado,
Combalido, Insone, Ansioso...

Tens tido tantas musas, tantas, tantas...
Amor de deusa grega tem raiz?
Acaso pode ele, aqui na terra,
tornar, de fato, algum mortal feliz?

Não deixes que aquela traça corroa,
em teu peito, o coração do manequim.
A angústia, o vazio, o buscar...
por certo, um dia terão fim.
Não é preciso ser sultão, ter um harém.
Basta a que te complete, isso, sim!

Tens alma e coração de poeta.
A este não basta somente a fêmea.
Ser poeta é ser sensível, ser etéreo...
Onde, poeta, andará tu’alma gêmea?

Não sei, estimada amiga, mas, enquanto houver forças, procurarei “até que esta minh’alma errante e aventureira/ descanse numa cruz, cansada de sonhar”.


Caro Isaac,

Grata por ter lido seus escritos, antes mesmo de você publicá-los.
Há neles muita beleza, musicalidade, poesia.

Parabéns!!!

Afetuosamente,

Mara Gasbarre