A UM AVARENTO I - Cobra criada

Uma algibeira estufa com dinheiro;
vazia a outra de guardar vergonha.
Matuta o paria,o tempo, o tempo inteiro;
em enganar o incauto... é com que sonha.


Se enaltece, se diz verdadeiro,
mas não conduz um pingo de vergonha.
Um fanfarrão, um vil, um embusteiro;
mal caratismo é quem lhe acompanha.


Esse covarde que se diz decente,
sustenta sim, se for conveniente,
um compromisso, um trato, uma palavra.


Mas se um centavo houver de prejuízo,
“corre com a sela”, perde todo o siso
e pelas costas um punhal nos crava.


01/10/06 – 4:00.