A saudade em meu peito bate forte,
mas um peito sofrido não se ufana;
eu, perdido, vagando, sem ter norte,
impossível é ter rumo sem ter Ana.
Do amor desgastado sinto a morte.
Mas do peito a saudade forte emana.
O destino... o agouro... azar da sorte?
Não importa, o pior foi perder Ana.
Todavia inda resta uma esperança;
saberei esperar com paciência,
com o destino a levar vida cigana.
Pois me sinto hoje um todo de lembrança
e a mulher que marcou minha existência,
não foi outra senão a própria Ana.
1986