Vou sentindo, do tempo, o sofrimento
-como o vinho que envelhece numa dorna-
paciente, a sentir como a bigorna,
o tinir do martelo barulhento.
Porém hei de sair desse tormento,
com caráter, lisura e altivez,
enfrentando o sofrer mais uma vez
à mercê do açoite do cutelo;
todavia, passando a ser martelo,
serei firme a bater com rigidez.
Teixeira de Freitas / 2003