Bem armada, ao poente da varanda,
eu me deito cansado numa rede:
com o futuro a sonhar, sentindo sede,
só pra ver minha vida como anda.
Porém sei que o destino sempre manda
escondendo por vezes a saída,
me envolvendo contudo em certa lida
que castiga e maltrata caprichosa
no balanço da rede preguiçosa
adormeço pensando em minha vida.