SOLITÁRIO

Seis meses se passaram lentamente.
E solitário num total desprezo,
minh’alma sofre de amor, doente,
enquanto em pensamento de revezo.


E assim seguindo o meu caminho, dolente,
nesse desejo, um incontido vezo,
tento esquecê-la e mesmo descontente,
busco tristonho a paz num desavezo.


O meu passar, sombrio, encapotado,
a refletir meus dias, desolado,
sentindo a pulso insuportável dor,


me faz buscar, em vão, uma saída
que possa amenizar a minha vida
e não sofrer assim de tanto amor