Ah meu Deus quanta saudade
Da paz do olor da fragrância
Da Fazenda Paraíso
Que embalou minha infância
Aquela terra querida
A vida da minha vida
Meu começo de partida
Hoje lamento a distancia
Como quisera voltar
Àqueles tempos primeiros
Onde liberto vivia
Os momentos prazenteiros
Sob a guarda dos meus pais
À sombra dos laranjais
Vadiando entre os florais
Das galhas dos limoeiros
Mas o tempo foi ingrato
Não me esperou nem um dia
Seguiu seu rumo sem pausa
Junto levou-me a’legria
Restou somente a esperança
Junto a uma forte lembrança
Que dentro em mim cresce avança
Me trazendo nostalgia
Me espera ò mundo enganoso
Deixa eu viver mais um pouco
Antes que chegue meu fim
Eu sei te finges de mouco
Nunca atende aos meus pedidos
Devolvei meus tempos idos
Sou mais um dos esquecidos
De solidão quase louco
Mas saiba que não desisto
Dos meus sonhos meus desejos
Transporei os meus escombros
Serei mais um dos andejos
Que sobem bravos na vida
Que fazem plana a subida
Desdenham a pesada lida
Vencendo os cumes sobejos.
Não há lugar pro fracasso
Nessa minha trajetória
Quero vencer sobranceiro
Encher meu rastro de glória
Superar dificuldades
Cultivar mais amizades
Garimpar felicidades
Desfrutar minha vitória
Que não conspirem os astros
Desse infinito universo
Contra a mim que cambaleio
Sobre esse mundo perverso
Quero a luz que me alumia
Sem bruma claro o meu dia
Me inspirar fazer poesia
Cantar meu fado num verso
Irei vencer as procelas
Viver feliz eu preciso
Alcançar meus horizontes
Ter de volta o meu sorriso
Recordar a juventude
Infante jogando gude
Daqueles banhos de açude
Na Fazenda Paraíso
Pouso do Guerreiro 17/10/2007