A NICÁCIA

Nem a lua que inspira o seresteiro,

nem a luz da estrela matutina,

nem o brilho da folha da bonína,

nem a chama que vem do candeeiro,

nem a luz que ilumina o meu outeiro,

nem o brilho sintético de farmácia,

nem o orvalho da pétala da acácia,

nem o claro que o trem deixa no trilho,

nem o sol, astro rei, tem tanto brilho

quanto o brilho dos olhos de Nicácia