U’a acasião nós foi panhá u’a vacada in Minas e rodemo a tropa mode tirá os animá pá viage. A burrada tava com sessenta dia de manga, inrriba do colonhão, gorda impolada. Truxemo pu currá, iscuiemo trinticinco na cabiçera... metreado... burro e mula. Tozemo, ferremo, sortemo no manguero, preparemo as campa, azeitemo a riáta, na boca da noite cumemo um arroz tropêro, botemo fejão no fogo, prosemo antê baza dun’as nove hora... boi preto (panela) panhano no tapicuru, e fomo deitchá. Quando foi de madrugada, na premere cantada do galo eu m’acordei, esperei ele mujidá o canto, aí eu gritei a vaquerama, rodemo a tropa, e quando a barra do dia pontou nós já tava cas mula arriada, á burrada formada na bêra da cerca do currá,cumemo o fejão e poquemo pau no mundo; e rompemo... e rompemo... quando foi basa d’uas dez hora panhemo inrriba do assalto; aí cê viu burro trincá ferradura! joli (o madrinhêro) na guia istalano polaque, João Paredado na frente c’ua bandera mode avisá os carro, Orelino mais o minino dele ataiano os carguero, Jozia e Denha d’ua banda fazeno cabicera mode a tropa num ispaiá inrriba da pista, eu e o finado Géu no coice, e cortemo...e cortemo, quando foi no impino da mêi dia nós larguemo o assallto e panhemo o corredô do Barro Branco e cortemo... e cortemo... quando foi na boca da noite, dirrubemo n Garrafão. Êh viage boa!!!!