Diálogo entre dois homens que se encontraram em uma estrada na zona rural. Um deles levava às mãos um cabresto:
— Bom dia!
— Bom dia!
— Ocê tá caçano é u’a mulinha doca dum ôi, u’a mulinha russa?
— É... ocê viu?
— Não! Só vi onde ela passou.
— E como é que ocê sabe que ela é russa, doca, pequena e que é mula?
— É face. Eu evinha no corredô e vi o capim cumido só d’ua banda. Sinall que passou um animall doca. Mais adiente vi um toco onde o animall se coçou e dexô uns fí de cabelo branco. Sinall que era russo. Rompi mais e tava o lugá onde mijou. Eu vi que era u’a fêma. Pelo rasto, dava pá vê que mijou pá traiz e era rasto de mula. E junto da cancela do corredô tava o sinall onde ela passou pru baxo do arame. Aí eu vi que era um animall piqueno.