FILHOS

Sinto saudade tanta dos meus filhos
que dói o peito e me aflige a alma.
Tristonho sigo, como um trem nos trilhos,
no adusto chão a procurar a calma.

Meus olhos choram, o pranto enche os cadilhos,
me agitam o corpo, como o vento à palma.
Lágrimas rolam, regam os parcos cílios
e o sentimento se transforma em trauma.

Como eu quisera estar bem junto a eles,
dar meu amor e receber o deles,
com intensidade eterna... sem ter fim.

Viver feliz no ninho desse aconchego,
buscar, enfim, a paz, o meu sossego
e terminar a minha vida assim.


Pouso do Guerreiro, 02/03/2006 às 2:00.