Anos a fio pulsava compassado
num peito humano, um coração incauto.
Mas eis que surge um vulto inesperado,
que transformou o batimento em salto.
Uma cabocla linda do cerrado,
corpo delgado, vinda lá do alto,
por mãos divina fora esculturado,
n’alguma tenda daquele planalto.
Aquele peito já com arritmia,
pulsando aflito a procurar vivia,
aquela santa vinda da montanha.
Hoje, sem rumo, vaga pela estrada,
na esperança de encontrar a fada,
o coração já não mais bate...apanha.