Aves canoras que longe voaram,
deixando largo, um rastro de saudade,
se aqui em vida tudo eles cantaram,
irão cantar também na eternidade.
Se muito tristes, ora nos deixaram,
cantar alegres foram na verdade,
nes’toutra esfera pra onde rumaram,
distantes plagas, erma soledade.
Fernando e Danga, dois bons companheiros,
pândegos natos, grandes “cervejeiros”
que encantavam a todos, todo dia.
Se encontrarão, por certo, os viageiros
e esses dois bambas, bravos seresteiros,
chegarão rindo, plenos de alegria.