ÚLTIMO SONETO

Oh... Dri Cardozo, como é bom lembrar,
do tempo que entre nós o amor fluía.
Se desejavas, forte, me abraçar,
entre meus braços, forte, eu te prendia.

Quando em teu colo amigo, ao me abrigar,
acelerado em disparada ouvia,
o sino do teu peito a badalar...
meu corpo e alma de ternura enchia.

Como inquilina, hoje, uma lembrança,
de ti, mulher - razão duma esperança-
Tenho e pra sempre guardarei... prometo.

Saudoso seguirei sem teu carinho,
na minha estrada a caminhar sozinho,
te enviando o último soneto.