MALDADE

Bem sorrateiro driblei a saudade,
corri pro quarto tranquei logo a porta.
Tapei as frestas cheio de maldade,
pra no outro dia encontra-la morta.

E fui dormir sentindo a liberdade,
de quem estava atado e o laço corta.
Não tinha mais com ela afinidade,
passou a ser pra mim... urtiga-morta.

Tirei a chave pra mais segurança,
bem escondida guardei, na esperança,
de engana-la – vejam que loucura.

Na madrugada assusto despertado,
era a danada que estava ao meu lado...
passou ladina pela fechadura