TENTATIVA

Forcei a porta, entrei devagarinho,
para abraçá-la e ela relutando,
pra me impedir, de leve me empurrando...
um tanto a pulso lhe dei meu carinho.

Ela cedeu, chegando de mansinho,
contra o meu colo seu rosto apoiando,
e deslumbrado, dela me apossando,
juntos, deitamos no seu tosco ninho.

Num cobertor dobrado sobre o chão,
com um travesseiro, formando um colchão,
nos enroscamos repletos de amor.

Mas que tristeza quando lembro agora!
Demorou pouco, ela foi embora;hoje padeço, da saudade, a dor.