SONO DESPERTADO

Pedia sonolento, dela, o roçagar,
enquanto me entregava aos baços de morfeu,
e semi-nua, e linda, e meiga, ao me abraçar,
seu peito, carinhosa, deslizava ao meu.

E a fêmea tentadora me fez despertar
e latejando aflito o coração bateu.
Com os lábios entreabertos vindo a me beijar,
já fervilhando o sangue o meu desejo ardeu.

Preme, mulher, teu corpo contra o meu mais forte.
Me leva por inteiro à temporária morte,
no gozo desse beijo, ardente, abrasador.

E cada vez mais forte contra o meu premia,
morrendo num desmaio, de prazer gemia,
doando vida nova ao infinito amor.