POR CAUSA DELAS

E vocês, de quem gosto e amo tanto,
como posso tirá-las da memória?
Se pra poucas aqui contei história,
por vocês eu também derramo pranto.

Vocês são o meu bálsamo e acalanto,
musas doces ungidas pela glória
da paixão passageira, aleatória,
que não sofre os efeitos do quebranto.

Se não foram aqui acalentadas,
porém são as eternas namoradas
que amando-as, com graça, pervaguei.

Para todas vocês eu mando flores,
a certeza que são os meus amores,
dos quais nunca, jamais, me esquecerei.