Tu foste ingrato, Branco, nos deixando.
Não deverias partir tão ligeiro.
Pois os meus dias, todos, são chorando,
a falta imensa do bom companheiro.
Bem poderias, sim, aqui ficando,
tua alegria dar-nos por inteiro.
Mas eu te espero, não sei até quando,
pra te rever contente e prazenteiro.
Não te demores porque a saudade,
é uma doença, uma enfermidade,
que nos afeta e vai nos corroendo.
Se não voltares, com a tua graça,
verás tristonho que em tua praça,
os teus amigos, sem ti, vão morrendo.