OCASO

O anoitecer, a hora da tristeza!
Lânguido o ocaso, me torna bisonho.
Nesse momento de tanta incerteza,
sinto morrendo, em trapos,o meu sonho.

E a saudade vem com sutileza,
bem sorrateira, mas... tufão medonho!
Me abala a alma com tanta frieza,
que sinto o corpo, bambo e enfadonho.

Tudo é lembrança nesse horrendo instante!
Torna-se fria e do sofrer amante,
que, aliados, não querem meu bem.

Me fazem frágil, às vezes inclemente,
sem ter o afago dos que estão presentes
jamais dos meus, eternos no além.