PRISIONEIRO

A saudade roendo no meu peito,
eu querendo partir para encontrá-la,
esquecê-la, já vi, não tem mais jeito,
quero ao menos ouvir a sua fala.

Vou lutar para tê-la no meu leito
e poder novamente contemplá-la,
pois a vida sem ela eu não aceito,
sou escravo do amor, sem ter senzala.

E hoje preso aos grilhões do amor verdade,
esse amor que entre nós criou raiz,
a espero com toda ansiedade.

Quando ela chegar, serei feliz;
vou viver n’outro mundo, outro país,
o país do amor... amor saudade.