EU, PALADINO

Como um “judeu errante” fui na vida,
buscando em vão, eterno, o eldorado.
Não encontrei a terra prometida,
enquanto o tempo galopava ao lado.

Com a matéria já enfraquecida,
tenho que ir assim, mesmo cansado,
tentar a plaga, vã, desconhecida,
que recompense o meu caminho andado.

Nessa jornada inda sem ter rumo,
levo o meu corpo, bambo, sem aprumo,
na tentativa dum novo amanhã.

Cortando estradas como um paladino,
me rendo à ordem crua do destino,
a perseguir a minha Canaã.