Mais um domingo, em minha vida, triste,
passando, o tempo, como um mandruvá.
Falo da pressa, ele não desiste
e continua sem querer passar.
Eu te pergunto: já que tu existes,
por que não queres, lento, me ajudar?
Se te faz bem olhar-me de mal-triste,
segue o teu rumo, podes me deixar.
Mas isto é sonho, é pura fantasia,
pedir a ele que me deixe um dia,
é me engendrar em outro contratempo.
Ele é quem rege toda nossa sorte,
comanda a vida, determina a morte
e não há nada... nada... mais que o tempo.