Oito de maio, dia borrascoso!
Caindo a chuva fria aos borbotões.
Não passa o dia, triste, cabuloso
e eu ruminando tantas aflições.
É o futuro, incerto, tenebroso,
vindo a galope para as libações,
tragando a vida dum mundo amargoso,
dilacerando, minhas afeições.
Percebo, inerte, pasmo, em minha frente,
essa batalha, essa porfia ingente,
mas... impotente pra lutar sem arma.
Quero a vitória nessa atroz contenda,
livrar meus olhos retirando a venda
e me afastar pra sempre desse carma.