MEU MADEIRO

Sem ela o meu madeiro conduzindo,
Insuportável e oneroso o peso
e vacilante o meu andar... caindo,
levando sigo, humilde e indefeso.

Saudoso e sempre a sua voz ouvindo
no inconsciente ao despertar, surpreso!
Tento esquece-la num esforço infindo,
mas... à sombra dela eu estou preso.

Me entrego à decisão e resoluto,
tento inverter o dia num minuto,
para que o tempo passe mais ligeiro.

Pois dessa forma vejo o meu remédio
e livre, sim, de tentador assédio,
viver mais libertado e prazenteiro