Era Lucíola, lembro, o nome dela.
De Deus, quem sabe, fosse o sobrenome.
Missão Divina, juro, tinha aquela,
predestinada a me matar a fome.
Fome do amor por quem minh’alma vela,
que às vezes chega e encantado some!
Mas de repente uma surpresa e ela,
reaparece a declinar meu nome.
Quando não vem, afã, cruzo fronteira,
para trazê-la junto à minha beira
e assim poder me contentar feliz.
E na volúpia louca do desejo,
já sufocada num ardente beijo,
inda murmura: “foi assim que eu quis”.