E tu não sabes, Dina, que te adoro,
que pra escrever preciso ter saudade,
e que por ti eu faço... tudo imploro
e abro mão até da liberdade?
Quero que saibas só a ti namoro
e que sozinho, a solidão me invade.
E quando a dor aumenta, eu grito, eu choro
e me entrego a ti como um covarde.
Me assusta, às vezes, tua insegurança,
se em ti vislumbro a divinal lembrança,
que Deus me deu para alentar a dor.
Como é que eu posso te esquecer, bonita,
se no meu peito um coração palpita,
e geme, e chora pelo teu amor?