Com ternura e saudoso eu a beijei,
pra selar o adeus da despedida;
seus cabelos sedosos afaguei,
e sofreu a minh’alma combalida.
Encontrá-la outra vez, juro, eu não sei
se foi bom, ou ruim, pois na saída,
vi seus olhos nos meus e mais amei,
a mulher que foi luz em minha vida.
Ao chegar a meu rancho, vi os saltos
dos sapatos no banco da varanda,
eram dela e estavam a me olhar.
Um olhar infantil, de olhos incautos,
me diziam em silêncio: ela é quem manda;
vai correndo buscá-la pra te amar.