Quarenta dias de ausência infinda.
O peito indócil brada a reclamar.
Fico ansioso esperando ainda,
o telefone que não quer tocar.
Com esperanças penso em sua vinda,
para que eu possa outra vez cantar,
pois quero tê-la, cada vez mais linda,
num relicário para lhe adorar.
Mas o silêncio vem, como inimigo,
enquanto corro procurando abrigo,
que amenize um pouco a minha dor,
o coração dispara... ouço o barulho!
ela, apossada de inditoso orgulho,
não dá notícias maltratando o amor.