Elas são um incentivo à preservação do meio ambiente.
Tanto pássaro enclausurado
É triste se ver na feira
E preso, sacrificado
O tamanduá bandeira.
É triste se deparar
Com o terrível cenário
Gaiola com taipá
Encarcerando canário.
É extinção pelo norte
É extinção pelo sul
Oh, meu Deus, que triste a sorte
Da linda ararinha azul!
Não prede, não, por favor
Nossas áreas de restinga
E você, vil caçador
Não mate mais jacutinga.
Ao invés de caçador
Seja você bom vaqueiro
Protegendo, com fervor
Nosso veado galheiro.
Caçador, saia da trilha
Não arme sua arataca
Proteja a sua família
Sem sacrificar a paca.
Não compre animal silvestre
Seja sensato e leal
Evite, como um bom mestre
Esse comércio ilegal.
Seja um bom oriental
E se deleite na sauna
Não persiga um animal
Seja um protetor da fauna.
Nunca mexa nos ninhais
Formados no mês de maio
Onde se vê mais e mais
O falante papagaio.
Répteis, mamíferos, aves
Se refugiam no morro
Todos em busca das chaves
Do nosso pronto-socorro.
Caçador, sua espingarda
Eu condeno e o renego
Usando-a, você não guarda
O frágil macaco prego.
Pegador de passarinho
Seja homem consciente
Não cruze o lindo caminho
Do nosso meio-ambiente.
Oh... Caçadores de brejo
Tirem a lança, quebrem a vara
Não persigam o manso tejo
E nem matem capivara.
Não vejo em roças de milho
A abelha manda-saia
Nem o trinar do estribilho
Da nossa alegre jandaia.
Não à pesca predatória!
Use vara, anzol e linha
Vamos fazer nossa história
Guardando a fauna marinha.
Pescador, seja sensato
Não deixe que o grito ecoe
Festejando o triste ato
De matar um peixe boi.
Pescador inteligente
Levanta ao nascer sol
Não depreda o ambiente
Pesca com vara e anzol.
Conserva o meio-ambiente
Quem pesca com molinete
Um pescador consciente
Louvado com um minarete.
Quem não respeita o pescado
No período da desova
É um pobre condenado
Cavucando a própria cova.
Tristeza é ver um praiano
Usando rede de espera
Retrato do desengano
É homem virando fera.
Vamos ser mais conscientes
Guardando, cada vez mais
Os restinhos das sementes
Dos recifes de corais.
Nos miremos no espelho
De quem não usa o arpão
Protejamos o vermelho
Oriocó e dentão.
Guaiuba é comercial
Cioba é peixe vermelho
Por Deus! Não lhes faça mal
Pescador... Ouça o conselho.
Deixe o vermelho caranha
Nadar pelos oceanos
Pois sem ele ninguém ganha
É o fim em poucos anos.
No ambiente marinho
Use apenas gereré
Pesque sardinha e dentinho
Na enchente da maré.
Conservem os estuários
Como a natureza traz
Protegendo os santuários
Dos rios e dos manguezais.
Vamos olhar com carinho
Para o peixe guaricema
E proteger o caminho
Do peixe na piracema.
Bom é poder preservar
E poder olhar de novo
A linda estrela do mar
E a pequena avó do polvo.
Vejo peixe de cardume
Que parece arribação;
Ou será que é o costume,
Balé da reprodução?
Vou te prender, pescador
Com uma carta precatória
Se não parar com o terror
Dessa pesca predatória.
O pescador desalmado
Não tem mais escapatória
Vai preso junto ao pescado
Se for pesca predatória.
Pescador que sobrevive
Com a pesca predatória
É um monstro que convive
Com a ralé, com a escória.
Quem pesca usando artifício,
Duma forma predatória
Não traz nenhum benefício
É predador, não tem glória.
Ao bom pescador um tema
E linda dedicatória
Quando o pescar for poema!
Não a pesca predatória.
Vamos juntos, pescadores
Mudar de vez a história
Exterminar com os horrores
Da tal pesca predatória.
Pescador da pré-história
Usava somente arpão
Hoje a pesca é predatória
E a civilização?
A pesca é meio de vida
Desde o começo da história
Porém fica sem guarida
Quem faz pesca predatória.
Não à pesca predatória
Pescador... Olhe a desova
Vamos mudar a história
Trocando pesca por trova.
Com a pesca predatória
O homem fica ruim
Essa nossa trajetória
É o começo do fim.
Pescador vil e malvado
Que vive enganando o povo
Te quero aprisionado
Como o camarão no covo.
Se pescar é tua lida,
Pode pescar, não destrua
Guarde o teu meio de vida
Pois a vida continua.
Se pescar é teu labor
Pratique a pesca decente
Mostre que é bom pescador
Conserve o meio-ambiente.
Predadores desumanos,
Ó “homens de pouca fé”
Protejam dos oceanos
Ao pequeno igarapé.
Protejamos os cardumes
Nos rios, na piracema
Esse é nosso desafio
Transformar pesca em poema
Guardando os mares bravios
E os pequenos igapós
Protejam a pesca nos rios
Da nascente até a foz.
Reprovemos os “bombeiros”
Predadores desumanos
Vamos guardar os ribeiros
Os rios e os oceanos.
Oh, pescador ocioso
Que passa a vida na lomba
Deixe de ser preguiçoso
E não pesque mais com bomba.
Anda com fé, com coragem
Para vencer tua comba,
Mas não use malandragem
Fazendo a pesca com bomba.
Pescador, seja decente
Não venha contar farromba
Se os peixes a tua frente
Foram pescados com bomba.
Podes até festejar
Batendo na tua ingomba
Se o teu pescado chegar
Sem o martírio da bomba.
Pescador, conserte a rede
Use o ponto de palomba
Não precisa tanta sede
Pra pescar usando bomba.
Arme a rede pra deitar
No forte pé de pitomba
Lance a linha pra pescar
Não é preciso usar bomba.
Atenção, seu caçador
Não atire numa pomba
E você, seu pescador
Não mate os peixes com bomba.
Comemore a pescaria
Dançando a tua quizomba
Transmita a tua alegria
De pescar sem usar bomba.
Eu quero ver, pescador
Teu nariz virando tromba
Quando souber que o senhor
Praticou pesca com bomba.
Quem pescar usando bomba
Tá no fio da desmemoria
Não é pesca ,é hecatomba
É “vencedor” sem vitória.
Um homem que tem bom senso
Da natureza não zomba
E comete um erro imenso
Se pescar usando bomba.
Ó pescador miserável
Que faz pesca usando bomba
Só destrói e é lamentável
Pois você mesmo é quem tomba!
Peixe seco no jirau
Que lá no norte é maromba
O pescador não é mau
Pois pescou sem usar bomba.
Pescador, pegue a sardinha
Depois que virar maromba
Mas só use anzol e linha
Não é preciso usar bomba.
Pescador, pesque teu peixe
Encha a tua maxambomba
Porém te peço que deixe
De pescar usando bomba.
O pescador consciente
Da pescaria não zomba
Usa linha, ele é decente
Pois não pesca usando bomba.
Bomba, bomba, bomba, bomba...
Quanta bomba nessa história!
Diga não a tanta bomba.
Bomba à pesca predatória.