era assim que Zezé, desconfiada,
vislumbrava o seu mundo derradeiro,
com o fardo pesado da jornada.
Num abraço sincero e bem ligeiro,
era assim que Zezé, muito acanhada,
recebia um amigo, um companheiro,
e se punha a olhar, envergonhada.
Fazes parte, Zezé, do meu diário.
Estou sempre a lembrar-te e escrevendo,
revoltado com tal fatalidade.
Vives hoje no céu, num relicário,
eu padeço, Zezé, e vou morrendo
afogado no pranto da saudade.
O texto a seguir foi escrito por Maria José, quando já amargava a infelicidade dum câncer.
O recebi dias depois do seu falecimento.
O recebi dias depois do seu falecimento.