Ao meu companheiro de trabalho Luiz Alves. De saudosa memória
Tua casa, Luiz, está fechada,
mas a tua lembrança está aqui.
Eu vi teia de aranha na entrada
e a tua imagem também vi.
Pesaroso andei sobre a calçada,
com saudade chorei, te vendo ali.
Solfejando, tristonho, uma toada,
não cantava... chorava, um bem-te-vi.
Eu vi Geu* , a Morena* , vi Xuxinha*,
meu amigo de fé, amigo Binho* ,
vocês todos, saudoso, recordei.
Que tristeza, Luiz, a tardezinha,
já de volta pra casa e no caminho,
não contive a saudade e mais chorei.
* Mulher e filhos de Luiz.