É uma espera sem fim e angustiante
que me rouba o vigor, me rouba a vida.
É aguardar nessa espera cruciante,
o desfecho que mostre uma saída.
É viver a incerteza a todo instante
que desgasta e arrasa a minha lida.
É ter sonho que vem mirabolante,
esperando o consolo da guarida.
É sentir que aos poucos vou morrendo,
ver o sol dessa vida se escondendo
num horizonte sombrio e muito escuro.
É chorar de tristeza e aflição,
ver saudoso a fugir da minha mão
a estrela fugaz do meu futuro.
Teixeira de Freitas, 17 de dezembro de 2003.