No azul marinho da noite estrelada,
quando num barco, ao rio, na travessia,
zunia o vento batendo em lufada
e o farfalhar das velas se ouvia.
Bem acolhida num canto, abrigada,
do vento forte ela se protegia.
Estava ali a musa desejada
de corpo inteiro, não era utopia.
Minh’alma se encheu de entusiasmo.
Pulsava forte o coração num espasmo,
ao recordar a previsão cigana...
...de que em breve o meu amor achava
e esse amor naquele barco estava,
um anjo me mostrou... Era Luana.