Sem a tua presença a minha casa
ficou triste demais, ficou deserta.
Vem, querida, dum anjo toma a asa,
minha porta de amar te espera aberta.
Vem fazer do meu peito alfombra rasa,
pra dormir e sonhar sob a coberta.
Vem tornar o meu corpo todo em brasa
e terás a minh’alma como oferta.
O amor, minha amada, às vezes chega,
orgulhoso, com ar de Deusa Grega
no Olimpo da sua vaidade.
Quando vai, muitas vezes humilhado,
cabisbaixo, ele segue condenado,
a vagar no deserto da saudade.