Rebulça-te querida, nesse cobertor!
Mas guarda para mim ao menos a metade.
Quem sabe em algum dia ele nos dê calor,
mesmo que seja apenas efemeridade.
Irás sentir também, meu cheiro, meu olor!
O rossagar sutil, é o da minha saudade.
E mando para ti pr’aliviar a dor,
que fez morada em mim, cruenta de maldade.
Quero sabe-la sempre bem mais protegida.
Pois és a vida que dá força à minha vida.
Teu velador serei, mesmo não estando ao lado.
Prefiro eu, vagando e nesse desafio
rumar sem proteção a enfrentar o frio,
te resguardando... inda que morra congelado