Admiro a labuta da aranha,
sua teia a tecer, tão primorosa,
com desvelo executa tal façanha,
se mostrando na arte habilidosa.
Movimentos bem rápidos e acompanha,
com tentáculos cingindo harmoniosa,
um tecido com perfeição tamanha
onde pousa matreira e majestosa.
Sonolenta ela aguarda paciente
que se enlace na malha algum vivente,
que lhe possa servir de alimento.
De repente um tropel, como um estouro.
Se emaranha inocente um vil besouro
e ela vê satisfeito o seu intento.