Infante e puro o seu amor me dava,
na rede larga me embalava o sono,
mansinha, o meu bigode cofiava
e desse afago me tornei o dono.
Ingênua e carinhosa ali estava,
linda criança sonhando em seu trono.
Com muito afeto me acariciava,
nos braços de Morfeu durmo e ressono.
Mas eis que o tempo passa e ela some.
Anos mais tarde escutei seu nome,
- À tardezinha, com o sol Rosicler -
Ao telefone com a mesma candura,
timbrando a voz agora já madura,
- Nádia - a menina que se fez mulher.