São dois anos, três meses, doze dias,
à espera da luz pro meu destino.
Eu preciso outra vez das alegrias,
pra rever o meu mundo alabastrino.
Minhas horas amargas tão vazias,
me induzem a levar ao desatino.
A tormenta, a tristeza, são vigias
e eu vagando tal qual um beduíno.
Ansioso procuro o meu roteiro,
incansável, imitando o caminheiro,
onde a longa jornada não tem fim.
Quero ter novamente o meu outeiro,
vislumbrar outro céu de brigadeiro
e essa angústia infeliz, longe de mim.