De Canopo — teus olhos tem o brilho —
o tamanho de Antares — meu amor —
tua voz — o meu som, meu estribilho —
tua ausência — a tristeza, a minha dor —.
Na estrada da vida — o andarilho—
sou eu mesmo a seguir-te aonde for-.
Tua sombra sou eu — teu espartilho!_
E tu — meu chamego — a minha flor.
Nessa vida — na longa caminhada—
serás tu minha doce namorada
e serei teu amante! — oh ... vaidade!
No trilhar peregrino da romagem,
busco em Deus o segredo da mensagem
p’ra contigo viver a eternidade.