Navego o barco em pleno mar revolto,
buscando um porto firme, uma enseada.
Num vagalhão, soluça, em onda envolto,
a nave ao vento já desgovernada.
Volto ao timão, com garra, desenvolto,
lutando contra as águas da invernada.
A vaga me sacode... o leme solto,
fico a deriva, ao léu da balouçada.
Peço contrito a minha estrela guia,
que me conduza à praia ou penedia,
dando socorro à quem o mar enfrenta.
Que não me deixe vagar sem aprumo,
por causa dela, sem norte, sem rumo
abandonado à fúria da tormenta.